O programa de Matemática dos cursos industriais básicos da Escola Técnica Nacional (1942-1965)

Palavras-chave: História da Educação Matemática, Escola Técnica Nacional, Programa de Matemática.

Resumo

Este trabalho tem por objetivo analisar o programa de Matemática dos cursos industriais básicos de 1946 da Escola Técnica Nacional (ETN). Baseou-se na pesquisa histórica, fundamentado nas ideias de Chervel (1990), Viñao (2008) e Goodson (1997) em relação à história das disciplinas escolares. Como fonte, utilizou-se um programa encontrado no relatório de 1946 da institui. Também foram utilizados outros documentos para realizar a análise. O programa proposto tem apresentação de conteúdos em forma simples e objetiva. Ao confrontarmos o programa da ETN com o programa do curso ginasial, verificamos que havia semelhanças entre eles. Sob a perspectiva dos conteúdos fixados e do ensino praticado, também observamos que havia uma harmonia entre esses itens. Dessa forma, concluímos que tal programa era parecido com o programa do ginásio.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Paulo Roberto Castor Maciel, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutor em Ciência, Tecnologia e Educação pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ). Professor do Departamento de Educação Matemática da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Endereço para correspondência: Rua General Manoel Rabelo, s/n°- Vila São Luis – Duque de Caxias- RJ – CEP: 25065-050. E-mail: prcastor@hotmail.com

Referências

BLOCH, M. L. B. Apologia da história, ou, O ofício de historiador. Tradução de André Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

BRASIL. Ministério da Educação e Saúde. Decreto-lei nº 4073, de 30 de janeiro de 1942. Lei Orgânica do Ensino Industrial. Diário Oficial da União. Rio de Janeiro, DF, 9 fev. 1942. n. 33, Seção 1. p. 1997-2002.

CERTEAU, M. A. Escrita da história. Rio de Janeiro: Forense, 2011.

CHARTIER, R. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel, 2002.

CHERVEL, A. História das disciplinas escolares: reflexões sobre um campo de pesquisa. Teoria & Educação, Porto Alegre, n. 2, 1990.

CLEMENTE, A. Sôbre o ensino da matemática nas escolas de ensino industrial. BOLETIM DO CBAI, Rio de Janeiro, v. 2, n. 4, p. 86-87, 1948.

CUNHA, L. A. Ensino secundário e ensino industrial: Análise da influência recíproca. Síntese: Revista de Filosofia, v.7, n. 18, p. 49-71, 1980.

DALLABRIDA, N. A reforma Francisco Campos e a modernização nacionalizada do ensino secundário. Educação, Porto Alegre, v. 32, n. 2, p. 185-191, maio/ago. 2009.

DASSIE, B. A. A matemática do curso secundário na reforma Gustavo Capanema. 2001. 170 f. Dissertação (Mestrado em Matemática) – Departamento de Matemática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2001.

GOODSON, I. A construção social do currículo. Lisboa: Educa, 1997.

JULIA, D. A cultura escolar como objeto histórico. Revista Brasileira de História da Educação, Campinas, n. 1, p. 9-44, 2001.

LE GOFF, J. História e memória. Tradução de Bernardo Leitão et al. Campinas: UNICAMP, 1990.

MACIEL, P. R. C. A Matemática na Escola Técnica Nacional (1942-1965): uma disciplina diferente? 2018. 225f. Tese (Doutorado em Ciência, Tecnologia e Educação) – Rio de Janeiro: Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, CEFET/RJ, 2018.

MARQUES, A. S. Tempos pré-modernos: a matemática escolar dos anos 1950. 150 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, Pontíficia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, 2005.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. Anais do III Congresso Brasileiro do Ensino da Matemática. Rio de Janeiro: CADES, 1959.

MOURA, E. C. M. O ensino de matemática na Escola Industrial de Cuiabá/MT no período de 1942 a 1968. 2012. 127 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas do Campus de Rio Claro, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Rio Claro, 2012.

PINTO, A. H. Educação matemática e formação para o trabalho: práticas escolares na Escola Técnica de Vitória – 1960 a 1990. 2006. 344f. Tese (Doutorado em Educação)– Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas, SP, Brasil, 2006.

RELATÓRIO DA ETN. Arquivo do CEFET/RJ, caixa 64.4.4, pasta ETN1.01.013, Relatório da ETN, 1946.

ROMANELLI, O. História da educação no Brasil. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

SCHUBRING, G. O primeiro movimento internacional de reforma curricular em matemática e o papel da Alemanha: um estudo de caso na transmissão de conceitos. Zetetiké. Campinas, v. 7, n. 11, p. 29-50, jan./jun. 1999.

VALENTE, W. R. A matemática do ensino secundário: duas disciplinas escolares?. Revista Diálogo Educacional (PUCPR. Impresso), v. 11, p. 645-662, 2011.

______. História da educação matemática: interrogações metodológicas. REVEMAT, v. 2, p. 28-49, 2007.

______. Euclides Roxo e a modernização do ensino de matemática no Brasil. Brasília, DF: UNB, 2004a.

______ (org.). O nascimento da matemática do ginásio. São Paulo: Annablume, 216. 2004b.

VIÑAO, A. A história das disciplinas escolares. Revista Brasileira de História da Educação, Maringá, v. 8, n. 3, p. 173-2015, jul. 2008.

Publicado
2020-06-20
Como Citar
Maciel, P. R. C. (2020). O programa de Matemática dos cursos industriais básicos da Escola Técnica Nacional (1942-1965). Revista De Educação Matemática, 17, e020033. https://doi.org/10.37001/remat25269062v17id362
Seção
Artigos Científicos